domingo, 26 de outubro de 2014

Rhodesian Ridgeback

Rhodesian Ridgeback
origem:África do Sul
data de origem:séc. XIX
esperança de vida:13 anos
classificação:Galgos e Sabujos
altura:61 para 68 cm
peso:30 para 39 kg

História 

O Rhodesian Ridgeback é, tal como o nome indica, natural da antiga Rodésia (actual Zimbabué). A expressão Ridgeback significa “crista nas costas”. Entre os colonos, foi igualmente conhecido por “Leão da Rodésia”, uma vez que caçava leões em matilha e guardava propriedades.

Entre os séc. XVI e XVII, despontou o movimento migratório de alemães e holandeses para o continente africano que levaram consigo Pointers, Mastins, Greyhounds e Bulldogs. Os Khoikhoi, povo local, possuíam por sua vez uma raça de cães deveras original, porque dotados com uma crista de pêlo que crescia na direcção oposta ao lombo (Hottentots).

Crê-se que os Rhodesian Ridgeback se foram desenvolvendo durante o séc. XIX, através de uma sucessão de cruzamentos entre os cães daqueles colonos e os Hottentots, aperfeiçoando-se gradualmente o seu estalão. O objectivo de décadas de apuramento, foi o de obter um cão capaz de aguentar as temperaturas mais discrepantes e de ser suficientemente inteligente para estar atento aos perigos dos pedradores. Na verdade, os cães “europeus”  tiveram alguma dificuldade na adaptação ao clima e terreno. Na caça aos leões, funcionavam em matilha mas não lhes competia matar o predador. A estratégia seria cercá-lo e mantê-lo ocupado numa espécie de jogo, até que o caçador o abatesse.

Em 1877, a estirpe é introduzida na Rodésia pelo Reverendo Charles Helm, e aí se desenvolveu com particular seriedade. Cornelius Van Royeen, conhecido deste criador, cruzou os seus cães de caça com os do reverendo Helm, exemplares que ficaram conhecido como “Cães de Van Royeen”.

Na década de 20, este cão chega ao EUA, e dois anos depois, é criado o primeiro standard da raça, da autoria de Francis Richard Barnes. Em 1924, o Rhodesian Ridgeback é reconhecido pelo Sout Africa Kennel Union. Em 1955, a raça é admitida no Kennel Club americano, como membro do Hound Group, e quatro anos depois, é criado o Rhodesian Ridgeback Club of United States, que se tornou membro do Kennel Club americano, em 1971.

Actualmente, esta raça é conhecida em todo o mundo, e conta com a protecção de muitos clubes espalhados nos mais variados países: Escócia, Grã-Bretanha, Califórnia, Alemanha, Áustria, Dinamarca, Bélgica, Holanda, Irlanda, Itália, Suíça, Canadá, entre outros! A particularidade irreverente da sua pelagem pode apenas ser observada em mais cinco pontos do globo: Ilha de Phu Quoc, Vietname, Camboja, Sul da Tailândia, Timor, Baía dos Tigres, e Angola.

Temperamento 

Estes cães são muito afectivos e protectores dos seus donos, sem serem agressivos. Na verdade, são calmos, gentis, mas atentos. Na sua relação com as crianças, as opiniões divergem, uma vez que, por uns, são considerados amigos verdadeiros e por outros, susceptíveis de se irritarem com berros ou gritinhos. O melhor é serem supervisionados.

Se não forem habituados desde pequenos a estarem com pessoas estranhas e outros animais, em adulto não serão propriamente acolhedores e sociáveis. Convém por isso, educá-los desde pequenos, através de um treino criativo e não rígido, orientado sobretudo para a obediência e “socialização”, por forma a ter-se controlo neste cão e a torná-lo mais afável.

São cães determinados, extremamente corajosos e independentes, que pensam por si, pelo que é necessário que o dono tenha alguma experiência e saiba (sem afectar a sua sensibilidade) ser dominante.

Descrição [ editar ]

Os machos medem, de altura na cernelha, entre 63-67 cm e as fêmeas entre 61-66 cm e o seu peso oscila entre os 29,5-33,7 Kg.

A sua pelagem é macia, curta, densa e lustrosa. A marca distintiva destes animais é o facto da sua pelagem formar uma estria de pêlo que cresce em sentido contrário, ao longo da coluna vertebral. As cores permitidas são o trigo claro e o trigo vermelho e é admitido um risco branco no peito.

O crânio é largo e achatado e o chanfro bem definido. Os olhos são redondos e brilhantes e as orelhas de inserção bastante alta, são largas na base, de ponta arredondada. A constituição deste cão é portentosa. O pescoço é alto, musculoso e muito profundo e o peito é forte e amplo. O dorso e o lombo são igualmente robustos, tal como os membros que possuem músculos bem definidos. As patas são compactas e a cauda é forte na raiz e afilada na ponta.

Observações 

A esperança média de vida destes cães ronda os 13 anos de idade, mas apesar de serem muito robustos, são propensos a algumas doenças preocupantes, tais como a displasia da anca, cataratas e problemas da tiróide.

Cuidado com a alimentação e o exercício físico, uma vez que possuem um excelente apetite.
A escovagem deve ser diária, realizada com uma escova de sabujo. Deve-se-lhe permitir praticar uma actividade física mais intensa, pelo menos durante uma hora por dia.

Estes cães aguentam extremamente bem as mudanças radicais de temperatura, o que os torna aptos a  viver no exterior ou no interior do lar, desde que se exercitem.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Pumi

Pumi
origem:Hungria
data de origem:séc. XVI
classificação:Raça de Pastores
altura:33 para 45 cm
peso:8 para 13 kg

História 

 O Pumi é originário da Hungria e descende do cruzamento entre o Puli Húngaro e cães pastores franceses e alemães, no séc.XVII. Dizem que corre sangue de Terrier nas suas veias, mas não há certezas disso.

Foi utilizado não só para arrebanhar ovelhas, mas também para acompanhar o gado e caçar pequenos ruminantes. A raça desenvolveu-se naturalmente ao longo dos três séculos seguintes, orientada sempre para o trabalho, tal como o Puli, que ainda assim gozou de maior notoriedade.

No início do séc.XX,  esta raça começa a ser estudada e definidas as suas características pelo Dr Emil Raitsis, que criou o standard do seu  "Canis familiaris ovilis villosus terrarius" em 1935, mas só em 1966 é que a FCI oficialmente a diferencia e enobrece.

A década de 70 abre um novo período na história desta raça, que começa a ser exportada para a Finlândia e, mais tarde para Suíça, Holanda, Alemanha e Itália. Em 2004, esta raça foi reconhecida pelo Kennel Club americano e, no ano seguinte, foi fundado o Hungarian Pumi Club of America com o objectivo de proteger e promover esta raça no solo americano

Actualmente, o Pumi continua a ser relativamente raro, apesar de se ter adaptado bem à vida na cidade. No entanto, na sua terra natal ainda hoje é utilizado como cão pastor.

Temperamento 

O Pumi é um cão alegre, rápido e sagaz, que aprende com facilidade. É leal ao seu dono e lida bem com as crianças, apesar de ser necessário algum cuidado pois pode mordiscar. É um cão barulhento, que está sempre em alerta, sendo por isso um bom cão de guarda.

É por natureza um cão protector e não tolera muito bem a presença de estranhos. Se durante o seu crescimento for socializado e inserido no seio familiar este aspecto pode ser atenuado. 

Descrição 

Dotado com um estrutura quadrada, o Pumi mede na cernelha entre 33 e 44,5 cm e pode pesar até 13 Kg.

A sua pelagem é por muitos considerada rústica ou desgrenhada por ser ondulada e ter alguma tendência para ficar enriçada. Relativamente à cor, pode ser cinzenta (todos os tons são aceites), preta ou castanha.

Os olhos e o focinho mal se vêm e as orelhas estão cobertas de pêlos densos de arame. A cabeça semelhante à do Terrier é longa, tal como o focinho e uma chanfradura nasal pouco saliente. Os olhos inseridos obliquamente, são médios, ovais e cor de café e as orelhas de inserção alta, tomam o formato de um “V” invertido. O corpo do Pumi é quadrado, dotado com um dorso e lombo curtos e membros fortes. As patas de gato conferem-lhe uma movimentação ligeira e veloz. 

Observações

O Pumi tem uma esperança média de vida que pode alcançar os 13 anos e não apresenta nenhuma tendência para contrair determinadas doenças.

Relativamente à manutenção do seu pêlo, há que escovar o seu corpo ocasionalmente com uma escova comprida, sem esquecer o interior das orelhas.

A prática de exercício físico é também um aspecto importante. Caso este animal tenha a oportunidade de viver fora de casa (como seria o ideal), os jogos e as brincadeiras serão importantes na medida em que aproximam o dono do cão, situação que ele aprecia. Caso viva dentro de casa, o exercício é obrigatório já que estes animais precisam de estar ocupados.

Curiosidade: Pumi também é o nome de uma etnia chinesa que existe pelo menos desde o séc.IV a.C. Uma grande percentagem desta etnia vive na Província de Yunnan, normalmente em zonas montanhosas.
O contacto estabelecido com os Tibetanos, influenciou-os a nível religioso e cultural, pelo que respeitam a natureza e honram a sabedoria dos seus antepassados.
http://www.arcadenoe.pt/raca/pumi/206

Puli

Puli
origem:Hungria
classificação:Raça de Pastores
altura:37 para 44 cm
peso:10 para 15 kg

História 

 Dotado de uma longa história, que remonta há mais de mil anos, esta energética e expressiva raça de cães pastores esteve desde sempre associada ao contributo que prestou no pastoreio das ovelhas, nas margens das planícies húngaras.

Levada pelos Magiares para a Hungria, a descendência do Puli (ou Boiadeiro) é na verdade desconhecida, apontando-se por vezes como referência o antigo Terrier Tibetano, pela sua semelhança física. Por volta do séc. XVII e XVIII, a Hungria foi repovoada por imigrantes do oeste europeu que levaram consigo os seus cães alemães e franceses. O cruzamento destes últimos com o Puli Húngaro, originou o aparecimento de novas espécies: o Pumi e o Mudi - que depressa se vulgarizaram, chegando mesmo a colocar em risco a própria existência do seu antecessor.

Esforços desenvolvidos no séc. XX, permitiram a recuperação e o controlo do Puli Húngaro,  que surgiu em público em 1923, na Exposição de Cães de Budapeste, o que lhe valeu, no ano seguinte, o reconhecimento pela FCI (Federation Cynologique Internationale). Em 1959, são estabelecidos os parâmetros desta classe de cães pelo Clube de Puli Húngaro, provocando um claro crescimento desta raça. Actualmente, a sua criação generalizou-se na Austrália, Grã-Bretanha, Bélgica e Alemanha, sendo já um popular participante nas exposições caninas.

Descrição 

É um cão de porte médio, cujo peso oscila nos machos entre os 13 e os 15 kg e nas fêmeas entre os 10 e os 13 kg.

Possui uma pelagem densa notável, cuja paleta de cores é diversa, abrangendo o preto, branco, preto ferrugento ou diferentes tons de pêssego e cinzento. Normalmente, a camada externa de pêlo é encaracolada e pouco sedosa e a interior é macia e com tendência a formar “chocas”/encordoamento. A manutenção da sua pelagem exige que cada corda seja limpa e escovada separadamente.
Na cabeça de tamanho médio, os olhos tomam normalmente a forma de pequenas amêndoas (que podem ter os tons de castanho escuro ou tons de cinza) e a chanfradura nasal é definida mas não saliente.
 

Temperamento 

O Puli é um animal que se distingue pela sua forte personalidade, já que, aliada à sua inteligência, está uma boa dose de vivacidade que aplica na interacção com os seus donos.

É um animal sensível, que não passa despercebido, dada a sua energia constante e necessidade de comunicação. Aprecia por isso os jogos e as brincadeiras inerentes à relação com o seu dono, nos quais é um participante atento e sensível.

Perante estranhos não adopta uma postura agressiva, mas é capaz de ladrar, caso se sinta ameaçado. Não é aconselhável deixá-lo sozinho com crianças muito pequenas, a menos que tenham sido habituados desde pequenos à sua companhia. 

Observações 

Não existem doenças típicas associadas a esta raça. São cães extremamente adaptáveis que vivem bem em espaços amplos ou em apartamentos. São animais que apreciam uma boa corrida e, alguns, adoram nadar.

É aconselhável ter cuidado com a sua pelagem. Por volta dos 6 meses de idade começam a surgir as primeiras cordas, que convém que sejam desenriçadas, já que a camada externa de pêlo tem tendência e entrançar-se com o subpêlo. Se realizar este processo regularmente, não haverá qualquer problema na escovagem. O banho também é simples de dar, se bem que é importante que depois o seque com um secador (caso contrário pode demorar dois dias até que fique completamente seco!!) As orelhas e os olhos devem ser alvo de limpeza e alguma atenção.

Curiosidade: (Apesar de ser um cão com uma farta pelagem, os Puli conseguem ver muito bem. No entanto, nas provas de Agilidade e Obediência é permitido prender-lhes o pelo para controlar melhor a direcção do seu olhar).
http://www.arcadenoe.pt/raca/puli/234

Pug

Muito sociável (outros nomes: Pug Carlin)

Pug
origem:China
data de origem:Antiguidade
esperança de vida:12 a 14 anos
classificação:Cães de Companhia
altura:25 para 28 cm
peso:6 para 8 kg

História 

Tanto a origem como a ascendência do Pug são controversas. Existem várias teorias sobre a antiguidade da raça. Algumas referem o século 400 a.C. como data de aparecimento da raça, mas outras vão mais longe e colocam-no como cão de colo dos imperadores chineses durante a dinastia Shang, entre 1600 e 1046 a.C.

Por mais incrível que pareça, pensa-se que o Pug seja uma versão minituariarizada dos Molossóides que se encontravam na região. Outra corrente defende que seja uma variante do Épagneul Pequinês ou outra raça chinesa.

Acredita-se que o nome “Pug” derive do latim “pugnus”, que quer dizer “punho”, mas existe quem defenda que o nome deriva dos saguins “Pug”, macacos que eram mantidos como animais de estimação na altura.

Da China, acredita-se que o Pug se terá cedo espalhado para Tibete, onde era mantido como companhia dos monges e depois terá chegado ao Japão.

O Pug foi trazido para a Europa no século XVI, por mercadores Holandeses que começavam a dominar o comércio entre a Europa e a Ásia. A popularidade do Pug foi instantânea, sobretudo porque salvou a vida do príncipe William II, monarca holandês, quando o alertou para o perigo, ladrando para um soldado espanhol com ordens para o matar. O Pug foi nomeado o cão oficial da Casa de Orange e esteve presente na coroação do Rei William II.

A partir deste momento, a popularidade do Pug não parou de crescer na Europa. Favorito da realeza, o Pug teve ainda tempo de conquistar os artistas. Goya, pintor espanhol, representou inúmeras vezes este pequeno cão.

Enquanto estava na prisão, Josefina, mulher de Napoleão Bonaparte, utilizava o seu cão desta raça para enviar mensagens secretas ao marido, escondendo-as na coleira.

Hoje em dia, o Pug é uma cão cheio de potencial. Com o seu pequeno porte e boa disposição é um animal que encaixa perfeitamente no estilo de vida moderno.

Temperamento 

O Pug é um cão fiel, brincalhão e bastante afectuoso com o dono. Torna-se facilmente num companheiro inseparável, na verdade, acompanha-o para todo o lado, mesmo sem ser convidado. Este animal não suporta ficar sozinho e pode tornar-se ansioso ou entrar em stress.

Apesar de ser entroncado e de nariz achatado, o Pug tem uma expressão bastante amigável. Está sempre bem disposto e com imensa vontade de brincar e receber mimos. O Pug demonstra-se extremamente sociável e rapidamente se enquadra e adapta a ambientes e pessoas estranhas. Contudo, não deixa de ladrar a estranhos, dando um bom cão de alerta.

Outra característica diferenciadora é o seu latido: som emitido, muito parecido com um roncar, é intervalado por grunhidos como se o cão estivesse engasgado. No entanto, quando quer comunicar com alguém, o som torna-se mais agudo e longo.

São teimosos, mas nem assim perdem o lado engraçado. Necessitam de uma boa socialização e são bastante activos.

O Pug adapta-se bem à vida num apartamento sem pátio. Necessita na mesma de passeios diários e gosta de brincadeiras enérgicas.

Descrição 

O Pug é um cão de porte muito pequeno. Deve pesar entre 6,3 e 8,1 Kg.

É um cão entroncado de musculatura bem desenvolvida. Possui uma cabeça redonda e maciça com o focinho achatado. As orelhas são curtas e podem ter dois formatos: rosa, que enrosca para a frente e novamente para trás, deixando o ouvido à mostra; ou botão, com uma dobra a meio, pendendo para a frente. Tem um ar carrancudo que lhe é dado pelas profundas rugas na testa, mas suavizado pelos olhos grandes e escuros de expressão viva.

O corpo é curto e compacto com um peito largo. As pernas são rectas e fortes. A cauda está enroscada sobre a garupa, sendo desejável que dê duas voltas.

O pêlo é curto, macio e brilhante. A pelagem pode ser prateada, apricot (damasco), fulva ou preta. A máscara e as orelhas devem ser o mais preto possível.

Saúde e Higiene 

O Pug é um cão relativamente saudável, mas existem algumas doenças que o afectam particularmente. Problemas oculares e respiratórios são bastante comuns nesta raça. Devido ao focinho achatado, as vias respiratórias são apertadas no Pug, o que pode causar falta de ar em dias mais quentes. Nunca deixe um Pug num sítio onde não tenha acesso a sombra e água fresca. Contudo, estes cães também são pouco resistentes ao clima frio e constipam-se com facilidade.

Propensos à obesidade, a dieta destes cães deve ser vigiada de perto pelos donos.

As rugas do focinho devem estar sempre secas e limpas, caso contrário podem originar problemas de pele. Os olhos que devem ser limpos periodicamente.

O pêlo curto do Pug não exige muitos cuidados e escovagens semanais são suficientes para remover a sujidade a curto prazo.
http://www.arcadenoe.pt/raca/pug/49

Pudelpointer

Pudelpointer
origem:Inglaterra
classificação:Cães de Tiro
altura:0 para 61 cm
peso:25 para 31 kg

História 

O Pudelpointer surgiu no século XIX, na Alemanha, onde foi desenvolvido pelo Baron von Zedlitz, que cruzou uma Poodle com um Pointer Inglês e, provavelmente, com um Barnet agora extinto. O objectivo seria o de criar um cão que aliasse a inteligência, a obediência e o bom carácter do Poodle, com o talento e perspicácia do Pointer para a caça. O cruzamento foi efectuado entre  o “Tell” (um Pointer Inglês do Kaiser Frederico III) e a “Molly” (uma Poodle Alemã pertença do Hegewald, cinófilo famoso), por volta de 1881. Ao longo das primeiras três décadas do século XX, o número de Poodles utilizados nos cruzamentos foi claramente inferior ao número de Pointers. Tal deve-se ao facto dos primeiros serem geneticamente mais fortes, pelo que herdaram quase sempre os seus genes.

As duas Guerras Mundiais revelaram ser um período particularmente difícil para esta raça, cuja criação abrandou consideravelmente. No entanto, a partir da década de 50 inaugura-se o período de exportação para a América do Norte, altura na qual também surgem vários clubes que promovem a criação e protecção desta estirpe: Pudelpointer Club of Canada, fundado em 1960; Pudelpointer Club of North America, criado em 1972; Verein Pudelpointer Club, que protege a raça na Alemanha. Os países onde a criação desta raça é mais expressiva são Canadá, EUA, República Checa, Áustria e Alemanha, mas ainda assim esta não é uma raça propriamente popular a nível mundial.

Actualmente, estes cães são utilizados como cães de companhia e caça, apesar de terem potencialidades para fazer quase tudo, já que são altamente inteligentes e aprendem depressa.
O reconhecimento desta raça não está dependente de apenas parâmetros estéticos, mas também condicionado à apreciação positiva em vários testes físicos aos quais esta raça está sujeita (agilidade, obediência, etc). No Canadá, a associação North American Versatile Hunting Dog  <http://www.navhda.org/>é responsável pela avaliação de vários cães de caça. Ao contrário da Federation Cynologuique Internatiole (FCI), o Kennel Club Americano não reconheceu esta raça e alguns autores consideram isso positivo, na medida em que os seus instintos de caça não são postos em perigo face às exigências estéticas de um ringue de exposição.
 

Descrição 

O Pudelpointer é um cão grande, cuja altura na cernelha mede aproximadamente 61 cm e o seu peso oscila entre os 25 Kg e os 32 kg.

A sua pelagem é curta e rija, de coloração castanho-clara ou castanha. A cabeça de tamanho médio é moderadamente larga e o focinho é longo dotado com uma pequena barba. Os olhos são redondos e as sobrancelhas são compridas. As orelhas achatadas estão pendentes junto ás faces. A sua estrutura é robusta, dotado com um peito largo e profundo, lombo musculado e membros fortes. As costelas são arqueadas e a cernelha é alta e longa. A cauda começa alta e grossa na raiz e torna-se mais fina para a ponta.
 

Temperamento 

O Pudelpointer é um cão extremamente inteligente e versátil, cuja resistência física e facilidade de aprendizagem fazem dele um óptimo cão de caça. É um animal com um temperamento equilibrado, que adora estar na água e desempenha eficazmente as funções de retrieving (ou seja, recuperar as aves abatidas) e pointing (indica onde se encontra a caça).

Este é um cão que necessita de ser integrado na família e é muito devoto ao dono, pelo que exige alguma atenção. Com as crianças são animais amigos e leais.

Necessita de praticar exercício físico com regularidade e aprecia participar em jogos e actividades propostas pelo dono.
 

Observações 

Este cão necessita de uma escovagem regular e de muito exercício físico, principalmente se morar dentro de casa.http://www.arcadenoe.pt/raca/pudelpointer/263

Pointer

O companheiro das caçadas.

Pointer
origem:Reino Unido
classificação:Cães de Parar Britânicos - Pointer
altura:55 para 62 cm
peso:20 para 30 kg

História 

O Pointer é o resultado de uma multiplicidade de cruzamentos entre as mais diversas raças: o Braco italiano, o Bull terrier, o Foxhound, o Galgo, o Terra-Nova, o Setter e o Bulldog.

Cães deste tipo surgiram um pouco por toda a Europa, mas particularmente na Península Ibérica. O Pointer surgiu na Inglaterra por volta do século XVI e parece ter descendido dos pointers ibéricos.

O tipo moderno que conhecemos hoje existe há cerca de 80 anos. Desde sempre utilizado na caça, este cão possui um porte atlético e grande agilidade conseguindo percorrer longas distâncias em corrida. O nome Pointer advém do facto de, em actividade de caça, o cão parar e "apontar" com o focinho e olhos na direcção da presa. Foi quase sempre utilizado com Greyhound, pois o Pointer não recolhe as presas, apenas dá a indicação da sua localização.

Mas o Pointer não foi sempre o grande caçador que conhecemos hoje. Em tempos não lhe era permitido sequer competir com o Setter. Hoje em dia, é considerado mais eficiente.

Como cão de companhia, o Pointer não é tão popular como os outros cães deste género.

Temperamento 

O Pointer é um cão simpático, bastante apegado à família e gosta de partilhar a casa com os donos. Convivem bem com cães e outros animais. O Pointer não é um bom cão de guarda, pois qualquer estranho é bem-vindo no seu território, mas usam a voz para sinalizar qualquer pessoa, sendo um bom cão de alerta. Devem contudo ser bem socializados para evitar timidez.

É a sua docilidade e afecção que faz com que não sejam cães para estarem sozinhos durante longos períodos de tempo. A falta de atenção pode tornar o Pointer destrutivo.

Os exemplares de linhas de trabalho são demasiado activos para serem acolhidos como animais de estimação. As linhas de exposição tendem a produzir melhores animais de companhia.

Mesmo assim, o Pointer é um cão bastante activo e não são recomendado para quem viva em apartamentos. Necessita de exercício vigoroso pelo menos 2 horas por dia. Passeios e corridas são boas formas de exercício.

Descrição 

É um cão de constituição ágil e atlética. Possui uma cabeça esbelta, onde se destaca o occipital. O stop é bem definido. Visto de perfil possui um ar bastante peculiar pois tem um nariz arrebitado, dando a impressão que está sempre a farejar. A cor do nariz é consistente com a cor das malhas. As orelhas possuem um comprimento médio, sendo coladas à cabeça. Os olhos podem ser castanhos ou avelã, consoante a cor da pelagem. O pescoço é longo e inclinado para a frente, as espáduas descaídas e o corpo é todo ele adelgaçado. Os membros anteriores são verticais e sólidos. Os anteriores possuem coxas musculadas com os jarretes a descaírem ligeiramente. Os pés são ovais e fortes e as pontas dos dedos são arqueadas. A cauda continua a linha do dorso, balançando levemente durante a marcha do cão.

Tipo de Pêlo 

Curto e fino. São admitidas as cores: branco e limão, branco e laranja, branco e preto e branco e fígado. Podem também ser aceites os unicolores e tricolores.

Saúde 

O Pointer é um cão bastante resistente. entre os problemas que mais incidência estão a displasia da anca, cataratas e surdez.

Deve ser feita uma dieta de repouso nos meses em que não é utilizado para a caça para evitar que ganhe demasiado peso.

Higiene 

 A pelagem curta do Pointer não exige muita manutenção. Escovar uma vez por semana para remover a sujidade e os pêlos mortos é suficiente. O Pointer larga algum pêlo.

Verifique sempre as patas do cão após o exercício no campo.
http://www.arcadenoe.pt/raca/pointer/47

Podengo Português

O fiel companheiro (outros nomes: Portuguese Warren Hound (EN))

Podengo Português
origem:Portugal
data de origem:Antiguidade
esperança de vida:12 a 16 anos
classificação:Cães de Caça de tipo Primitivo
altura:20 para 70 cm
peso:4 para 20 kg

História 

O Podengo Português está classificado como uma raça de tipo primitivo, sendo assim considerada uma das mais antigas raças de cães conhecidas. Entre os seus mais prováveis ascendentes encontra-se o Pharaoh Hound, o cão dos faraós do Antigo Egipto.

Pensa-se que o Podengo Português foi introduzido no nosso país por volta de 700 a.C. pelos mercadores fenícios que na altura asseguravam as trocas comerciais por todo o Mediterrâneo. Aquando das invasões árabes, entre os séculos VIII e XII, os podengos foram cruzados com outras raças de cães primitivos provavelmente com as mesmas origens do podengo, mas ambos desenvolvidos de forma diferente.

A primeira referência escrita a cães caçadores de coelhos é feita em 1199, no reinado de D. Sancho. A partir desta data, surgem vários registos referentes a cães de caça, usados inclusivamente em caçadas reais com estas características. Contudo, o Podengo Português deve a sua popularidade ao povo mais humilde que o adoptou como cão de caça.

Existem seis variedades de podengo: duas variedades de pêlo – liso e cerdoso -  e três variedade de tamanho – pequeno, médio e grande - que se combinam entre si.

As variedades de pêlo surgiram da adaptação ao clima: a variedade de pêlo liso é mais comum no Norte de Portugal, uma vez que o pêlo liso seca mais facilmente depois de molhado, devido às chuvas frequentes que ocorrem acima do Douro. A variedade de pêlo cerdoso é encontrada nas planícies Alentejanas, onde o pêlo protege a pele dos raios de sol e do frio no Inverno.

As três variedades em termos de tamanho ajustam-se facilmente aos diferentes terrenos e presas. O Podengo Grande caça presas maiores em terrenos planos, sendo veados e javalis as presas mais comuns. Devido à diminuição destas espécies e à implementação de restrições à caça grossa, o Podengo Grande passou a ter menos "uso" e consequentemente menos adeptos. É a variedade mais rara, e o número de exemplares tem descido a partir da década de 70, ao ponto de os registos iniciais desta variedade (RI) estarem abertos a exemplares em Portugal.

O Podengo Médio é especialista em terrenos mais acidentados. É perito em perseguir coelhos, matar a presa e devolvê-la ao caçador. Já a menor estatura do Podengo Pequeno permite-lhe entrar nas tocas para expulsar os coelhos. As três variedades trabalham em matilha e muitas vezes em conjunto, auxiliando-se na caça ao coelho, por exemplo.

As variedades mais populares são a pequena e a média, devido ao grande número de adeptos de caça ao coelho e também porque a estatura dos animais torna-os bons cães de companhia.

As variedades mais pequenas foram também utilizadas como caçadores de ratos. Este trabalho era sobretudo útil em barcos e pensa-se que terão sido levados nas caravelas e outras embarcações na altura dos Descobrimentos. O Podengo Português espalhou-se assim um pouco por todo o mundo e acredita-se que esteja na base de várias outras raças de cães.

A teoria mais aceite até à pouco tempo era a de que as variedades mais pequenas surgiram a partir da miniaturização da variedade maior. Contudo, existem outras correntes que defendem que as várias variedades têm origens diferentes. Uma origem alternativa seria descenderem de pequenos lobos ibéricos.

O Podengo Português estreou-se em exposições caninas em 1902, apesar de o estalão da raça só ter sido publicado em 1955. Foi apenas a partir desta data que as várias variedades de Podengo foram estabelecidas, exceptuando o Podengo Pequeno com pêlo cerdoso que apenas foi incluído no estalão em 1978.

Na última década o Podengo Português tem crescido de popularidade no nosso país e encontra-se actualmente entre as 10 raças mais populares, segundo os dados do Clube Português de Canicultura.

Temperamento 

O Podengo Português é um cão de espírito vivo e boa disposição. É corajoso e inteligente, sendo todas as variedades boas escolhas para cão de companhia. Com os donos é afectuoso e é de confiança com crianças mais velhas que saibam respeitar o espaço pessoal do cão.

Rústico, activo e um pouco barulhento está sempre pronto para brincar. O Podengo Português sofre bastante com a solidão e gosta de ser incluído em todas as actividades familiares. É um cão simpático que recebe bem os estranho, mas atento e alerta, não deixa de ladrar em aviso.

Como cão de caça, usado em matilha, convive com outros cães. Devido ao seu forte instinto de caça, é preciso algum cuidado com animais mais pequenos.

O Podengo Português tem os sentidos de visão, olfacto e audição muito apurados e tende a distrair-se com o mais pequeno barulho. São cães capazes de seguir uma pista até se perderem por não conseguirem encontrar o caminho para casa. Por este motivo, nunca devem ser soltos na rua, a não ser em locais perfeitamente vedados.

Bem adaptados à vida no exterior, o Podengo necessita contudo de um abrigo adequado. As variedades Média e Pequena adaptam-se bem a pequenos espaços vivendo perfeitamente em apartamentos urbanos. O Podengo Português dá-se bem em climas quentes ou húmidos.

Exercício e treino 

Como cão de caça, o Podengo Português está preparado para aguentar dias inteiros de exercício. O Podengo de companhia não necessita de ser estimulado o dia inteiro, uma vez que estes cães são activos em casa. Contudo, indispensáveis são os passeios diários e as sessões de brincadeira.

Como se trata de um cão extremamente inteligente, estimule a curiosidade e a mente do cão explorando sempre que possa caminhos alternativos ao passeio clássico à volta do quarteirão.

O Podengo Português é uma boa raça para agility e outras actividades caninas semelhantes.

O treino do Podengo Português aprende rapidamente e retém os comandos facilmente, mas distrai-se facilmente com os sons, cheiros e imagens à sua volta.

Aparência Geral 

Existem seis variedades do Podengo Português, que combinam as variedades de estatura com as variedades de pêlo:

  • Grande com pêlo curto;
  • Grande com pêlo comprido (cerdoso);
  • Médio com pêlo curto;
  • Médio com pêlo comprido (cerdoso);
  • Pequeno com pêlo curto;
  • Pequeno com pêlo comprido (cerdoso).
OS Podengos têm a mesma confomração, exceptuando no que diz respeito ao tipo de pelagem e tamanho e peso:

  • A mais pequena variedade do Podengo mede 20 a 30 cm e pesa 4 a 6 kg;
  • O Podengo Médio tem entre 40 e 55 cm e pesa entre 16 e 20 kg;
  • O Podengo Grande vai desde os 55 até aos 70 cm.

Todas as variedades do Podengo Português são bem proporcionados, com um bom esqueleto e musculados. A cabeça é seca e em forma de pirâmide quadrangular, com base larga e extremidade bastante afilada. As orelhas têm ima inserção oblíqua e média, com grande mobilidade. Apresentam-se direitas, verticais ou um pouco inclinadas para diante, quando atentos. São pontiagudas, largas na base, de forma triangular, finas e mais altas do que largas.

Os olhos possuem uma expressão de olhar muito viva e são pouco salientes nas órbitas. Podem ter várias tonalidades: desde a cor do mel à castanha, consoante a pelagem. De formato oblíquo e pequeno, são cobertos por pálpebras com pigmentação mais carregada do que a cor da pelagem. O nariz é adelgaçado e truncado obliquamente e é proeminente na ponta. É também de cor mais carregada do que a pelagem. Os lábios são encostados, finos, firmes e rasgados a direito. Os maxilares são normais com dentes brancos e sólidos. O pescoço apresenta uma ligação harmoniosa com a cabeça e com o tronco. É a direito, comprido, proporcionado, forte e bem musculado sem vestígio de barbela.

Relativamente aos membros anteriores e posteriores são bem aprumados de frente e de lado, bem musculados e secos. Os braços são compridos, oblíquos, fortes e bem musculados. As mãos e pés são arredondados com dedos compridos, fortes e unidos de curvatura fechada. As unhas fortes e curtas são de preferência escuras. As palmas apresentam-se resistentes e duras. A coxa é comprida, de largura média e musculada. A perna é oblíqua, comprida, seca, forte e musculada. A cauda tem uma inserção mais alta do que baixa. É forte, grossa e pontiaguda, de comprimento médio. Em repouso cai entre as nádegas e em acção levanta-se horizontalmente, ligeiramente arqueada, ou, verticalmente, dobrada em foice, mas nunca enrolada.

O tronco apresenta uma linha superior do tronco direita ou ligeiramente arqueada, já a linha inferior é ligeiramente subida. O peitoral é pouco saliente e musculado, não sendo muito largo. O peito é descido, de largura média e comprido, com esterno inclinado para trás e para cima. As costelas são pouco arqueadas e oblíquas. O dorso é direito ou ligeiramente mergulhado e comprido. O lombo é direito ou ligeiramente arqueado, largo e musculado. Os andamentos são velozes e ágeis.

Tipo de Pêlo 

Existem duas variedades de pêlo no Podengo Português.  A pelagem curta é lisa, macia e mais densa do que a variedade de pêlo comprido. A pelagem mais longa é cerdosa e mais comprida no queixo, formando uma “barba”.

As cores predominantes são o amarelo e fulvo nos animais de variedade claro, comum e escuro ou torrado e preto mal tinto ou desbotado. Podem também ser unicolores ou malhados de branco.

Saúde e Higiene 

O Podengo Português é considerado um cão muito saudável.

Qualquer das variedades, curto ou comprido (cerdoso), não apresentam subpêlo o que diminui drasticamente a quantidade de pêlo que os cães, em certas épocas do ano, espalham pela casa. De fácil manutenção, precisa apenas de escovagens semanais. http://www.arcadenoe.pt/raca/podengo_portugu_s/146