sexta-feira, 25 de julho de 2014

West Highland White Terrier


Uma forte personalidade

West Highland White Terrier
origem:Grã-bretanha
classificação:Terrier
altura:28 para 28 cm
peso:7 para 10 kg

História 

O West Highland White Terrier tem uma história curiosa. No início da fundação da raça, por volta do século XV, o West Highland White Terrier era apenas composto por cachorros brancos que nasciam nas ninhadas de outras raças, sobretudo Scottish Terriers e Cairn Terriers. Já em 1620s, James I, Rei da Inglaterra, pretendia “pequenos cães brancos” de Argyleshire, na Escócia. Esta é provavelmente a região de origem do West Highland White Terrier.

Reza a história que no século XIX, o Coronel Edward Malcolm, que vivia na sua residência apelidada de Poltalloch na região de Argyleshire, acidentalmente disparou um tiro mortal contra o seu terrier favorito, que era de coloração escura. A partir desse momento, Malcolm decidiu utilizar apenas cães brancos, que eram facilmente identificados nas caçadas. Por se ter dedicado à raça, o West Highland White Terrier passou a ser conhecido como Poltalloch Terrier.

Na mesma altura, o Duke de Argyll protegeu e criou terriers brancos. Em sua honra, estes cães passaram a ser conhecidos pelo nome da sua residência, Roseneath, dando origem ao Roseneath Terrier. Acredita-se que por viverem na mesma altura e na mesma região, tanto o Coronel Malcolm como o Duke de Argyll terão colaborado para aperfeiçoar a raça.

Foi no entanto o Coronel Malcolm o primeiro a introduzir um West Highland White Terrier numa exposição em 1907. No ano seguinte, a raça foi reconhecida pelo AKC como Roseneath Terrier. Nome que foi mudado um ano mais tarde para West Highland White Terrier.

Considerado contudo até tarde como uma variedade de cor branca do Scottish Terrier, o West Highland White Terrier foi cruzado com várias raças até à publicação do estalão no início do século XX. Para além de forte influência de Scottish Terriers e Cairn Terriers, acredita-se que cães brancos das raças Bedligton Terrier e Dandie Dinmont Terrier, entre outras, também tenham sido introduzidas.

O Westie foi criado para caçar, tal como todos os outros terriers. A sua especialidade são animais que se refugiam em tocas, tais como os coelhos, as lontras, os texugos, etc. Era também muito utilizado como exterminador de ratos.

Hoje em dia o West Highland White Terrier é mantido sobretudo como cão de companhia. Sendo bastante popular nas exposições caninas.

Temperamento 

O West Highland White Terrier é um cão de personalidade forte, muito activo e brincalhão, perfeitamente adaptado à vida em família.

Alertas e corajosos, dão bons cães de alarme, ladrando a estranhos. São por vezes teimosos e por isso não são fáceis de treinar.

Dão-se bem com crianças mais velhas que entendam os limites de um cão. Não são cães de confiança com gatos e outros animais, a não ser que sejam socializados com eles desde pequenos. Com cães dão-se geralmente bem.

Bastante afeiçoados à família, gostam de ser o centro das atenções e exigem bastante companhia. Vivos e alegres, os Westies têm ainda um traço de independência que se manifesta no tempo que passa a brincar com os seus brinquedos.

Têm uma elevada tendência para cavar, pois são cães que nas caçadas estavam incumbidos de ir buscar as presas às tocas. Se mantém este cão num jardim, certifique-se de que ele não escava uma toca até ao outro lado das vedações.

O West Highland White Terrier é um bom cão de apartamento, sendo bastante activo dentro de casa, não necessita de um jardim ou pátio para viver. Adapta-se bem à vida no campo onde se mostra útil no controlo de ratos.

Apesar do pequeno tamanho, os Westies precisam de bastante exercício. Os passeios diários não podem ser negligenciados. Uma brincadeira enérgica e uma boa corrida tratam de gastar o resto das energias.

Aparência Geral 

O West Highland White Terrier é um cão de pequeno porte, medindo aproximadamente 28 cm.

O crânio é ligeiramente abaulado terminando num nariz preto relativamente largo. O stop é bem pronunciado entre os olhos escuros e afastados entre si. As orelhas são pequenas e erectas, cobertas por uma pelagem mais macia.

De constituição forte e robusta, o West Highland White Terrier apresenta um corpo compacto, enfeitado com uma franja de pêlo na face ventral. Os membros são curtos e cobertos por franjas. Os pés posteriores são mais pequenos que os anteriores. A cauda tem entre 12,5 a 15 cm e não deve ser cortada em circunstância alguma. É trazida o mais recta possível e é coberta por um pêlo áspero.

A pelagem é constituída por dois tipos de pêlo, uma camada exterior com cerca de 5 cm de comprimento e sem caracóis, e um subpêlo macio e muito denso. A cor da pelagem é sempre branco puro.

Saúde e Higiene 

Tendo o manto branco, o West Highland White Terrier tem alguma incidência de surdez na sua população. Outras doenças comuns são problemas de pele, displasia da anca, doenças que afectam o sistema renal e calcificação do maxilar.

O West Highland White Terrier é um cão que larga pouco pêlo. A pelagem clara por vezes exige mais cuidados, mas o banho não deve ser dado com muita frequência, uma vez que danifica a camada de óleo de protecção da pele dos animais. Muitas vezes é este hábito que está na origem dos problemas de pele e alergias manifestados pelos animais desta raça.

O pêlo deve ser escovado regularmente, uma a duas vezes por semana. Para manter o corte característico necessita de aparar o pêlo de quatro em quatro meses, aproximadamente, e tosquiar duas vezes por ano.

Curiosidades

Idéfix, o cão de estimação de Obélix é nem mais nem menos que um Westie (West Highland White Terrier)! O  nome Idéfix provém do francês ideé fixe (ideia fixa). O que acentua mais uma vez o facto de esta raça ter uma personalidade forte.

http://www.arcadenoe.pt/raca/west_highland_white_terrier/64

Volpino Italiano


Volpino Italiano
origem:Itália
data de origem:Século XVII
esperança de vida:14 a 15 anos
classificação:Spitzs europeus
altura:27 para 30 cm
peso:4 para 5 kg

História 

A origem do Volpino Italiano recua até aos primeiros Spitz que vagueavam pela Europa Central na Idade de Bronze. Existem ossadas de cães com caudas curvas, cabeça de raposa e orelhas erectas que datam de há 5 mil anos atrás. Na Gécia Antiga, 400 A.C., também estão representados animais semelhantes.

Os antepassados do Volpino Italiano são os mesmos do Spitz Alemão. Estas duas raças estão relacionados, mas o Volpino não descende do Spitz Alemão.

O Volpino Italiano foi desenvolvido em Itália, tal como o nome indica. “Volpe” significa raposa em italiano, daí que esta raça seja também conhecida como a “pequena raposa italiana”.

Esta raça foi muito popular entre os nobres Italianos, mas também bastante apreciada pelo povo devido ao seu instinto protector. O Volpino era utilizado como cão de alerta, que dava sinal aos Mastins Italianos de que alguém se aproximava. Era o cão de eleição de carteiros ou vendedores ambulantes, pois guardavam os pertences enquanto o dono se ausentava.

Foram muitas as personalidades famosas que tiveram um Volpino, talvez a mais importante seja o famoso artista Miguel Ângelo. Diz-se que o acompanhou durante o tempo em que pintou a Capela Sistina.

Toda esta popularidade não fazia prever que o Volpino Italiano entrasse em declínio. Mas foi o que aconteceu. O último registo de um Volpino Italiano foi em 1965. 20 anos mais tarde, tentou-se recuperar a raça e foram usados os Volpinos que se encontravam em quintas a cumprir a sua função inicial de vigilante. Apesar disso, o Volpino ainda é uma raça rara.

Temperamento 

O Volpino Italiano é um cão alegre e brincalhão, mas também vigilante e protector. É mais independente do que outras raças pequenas, devido ao seu caracter Spitz. Contudo, não deixa de ser muito apegado à família. Exige atenção e mimos.

É uma raça bastante vocal, criada para ser o cão vigilante por excelência. Não deve ser encorajado a ladrar. Deve ser muito bem socializado desde pequeno.

Aparência 

O Volpino Italiano é um cão do tipo Spitz, pequeno, muito compacto e com uma pelagem longa e volumosa. Os machos medem entre 27 e 30 cm e as fêmeas entre 25 e 28 cm.

O corpo é quadrado, sendo que a cabeça representa 4/10 do total. Esta tem um formato piramidal e apresenta um stop bastante acentuado, um nariz preto, com narinas bem abertas, e olhos pretos, arredondados. As orelhas são curtas, triangulares e erectas. A cauda é enrolada para cima das costas.

A pelagem é densa, muito comprida, completamente lisa e volumosa. A textura é um pouco áspera, com pêlos duros e espetados. À volta do pescoço, o pêlo é mais abundante formando um colar.

Só são permitidas as cores branca e vermelha, embora seja aceite, mas não desejável, a cor champanhe. Sombreados laranjas nas orelhas são tolerados, mas constituem sempre uma imperfeição.

Saúde 

O Volpino italiano tem uma esperança média de vida bastante longa e não é raro chegarem aos 16 anos.

Os Volpinos actuais têm origem nos cães que trabalhavam em quintas italianas como vigilantes. São por isso animais saudáveis, sem grandes problemas de saúde. As doenças mais comuns são problemas cardíacos e cataratas.

Manutenção e Higiene 

O Volpino Italiano necessita de cuidados regulares com a pelagem. O pêlo deve ser escovado 3 a 5 vezes por semana. Devido ao pequeno tamanho do cão, não é uma tarefa muito exigente.

http://www.arcadenoe.pt/raca/volpino_italiano/564

Terrier Preto Russo


 (outros nomes: BRT, Black Russian Terrier, Black Terrier, Tchiorny Terrier, Chornyi, Russian Bear Schnauzer, Russian Black Terrier )

Terrier Preto Russo
origem:Rússia
data de origem:1950s
esperança de vida:10 anos
classificação:Grupo 2, secção 1 - Pinschers e Schnauzers
altura:64 para 74 cm
peso:35 para 70 kg

História 

Nos anos 40, o canil controlado pelo exercito russo, de nome "Red Star" iniciou a criaçao de uma raça canina de caracteristicas militares muito especificas: um cao massiço e robusto, de grande espirito, apto para qualquer situçao imprevista e que estivesse sempre disposto a trabalhar, mesmo nas condiçoes atmosfericas mais adversas com era o caso da Sibéria.

Esta raça foi deenvolvida atraves de vários cruzamentos do Terrier Airdale, Pastor do Caucaso, Rottweiler, Cão de Água de Moscovo e Schnauzer gigante. Pensa-se que para além destas, terão sido cruzadas cerca de 20 raças caninas.

Temperamento 

O Terrier Preto Russo é uma raça forte e robusta, com um fantástico temperamento. É um cão largo e potente que denota uma postura estável, mas em constante alerta. Mostra sempre uma atitude corajosa e é extremamente observador, de tal forma que coloca um olhar intimidante quando observa algo.

É uma raça que aprende muito rapidamente as ordens do dono, devendo os cachorros ser tratados de forma carinhosa, mas firme, de forma a moldar o seu temperamente à imagem do dono. Caso contrário pode tornar-se um cão teimoso, o que seria muito negativo para um cão desta potência, tenacidade e envergadura.

É um cao que adora crianças e idosos e adora os outros animais da familia. Os BRT (Black Russian Terrier) são muito fáceis de manter em apartamento, desde que se passeio o cão uam vez por dia, pelo menos durante 2 horas. Não é um cão para viver isolado num jardim, pois adora estar próximo do dono.

O Terrier Preto Russo ladra muito pouco e pode passar de um estado de calma a um estado de proteção activa do dono em frações de segundos com uma velocidade e potência raras entre as raças de guarda e defesa que se conhecem. Para reduzir a natureza dominante dos BRT, eles devem ser habituados à trela desde cachorros e impedidos de puxar a mesma. O dono deve-se afirmar como líder e nunca permitir ao cachorro andar à sua frente.

É um cão que adora neve e água e proporciona ao dono aventurar-se por entre montanhas e rios, na certeza de que está acompanhado pelo melhor guarda costas que poderia ter em qualquer situação de perigo.

Saúde e cuidados 

Trata-se de um cão muito resistente a doenças e que requer poucos cuidados.

O Terrier Preto Russo tem um pêlo àspero com uma mudança de pêlo muito lenta, o que faz com que o pêlo deixado pela casa seja diminuto. Se forem escovados pelo menos uma vez por semana, de forma a eliminar os pêlos mortos, não deixam pêlo pela casa.

http://www.arcadenoe.pt/raca/terrier_preto_russo/513

Terrier do Tibete


Uma doçura felpuda (outros nomes: Tibetan Terrier)

Terrier do Tibete
origem:Tibete
classificação:Pastoreio / Guarda
altura:36 para 41 cm
peso:8 para 14 kg

História 

O Terrier Tibetano tem a sua origem na terra remota de “Lost Valey” do Tibete, nos mosteiros tibetanos, acima das montanhas dos Himalaias na Ásia. Este “Vale Perdido” seria tão inacessível para os visitantes, que estes dependiam muitas vezes de um cão para os guiar em segurança durante toda a viagem. Estes cães nunca foram vendidos já que as famílias que o possuíam o consideravam um cão sagrado que traria sorte a quem o possuísse.

Tal como outros pequenos cães tibetanos, o Spaniel Tibetano e o Lhasa Apso, parece não ter sido criado com o intuito de servir de companhia. Foi criado para o trabalho na quinta e não para penetrar no solo o que levanta algumas dúvidas quanto à sua designação de Terrier. Esta raça muita antiga foi criada para sobreviver às condições austeras em que viviam ao tibetanos. Os cães foram mantidos nos mosteiros e usados por nómadas para agrupas e guardar os seus animais.

A raça foi sempre vista dentro do Tibete até que Dr. Grey, um médico britânico, foi presenteado com um exemplar por ter cuidado de um doente e mais trouxe-o para a Europa. Contudo a sua popularidade foi sempre muito inferior àquela do seu parente próximo: o Lhasa Apso. De qualquer modo isto pode-se ter até constituído como uma vantagem já que o excesso de popularidade de muitas raças veio a tornar-se-lhes prejudicial.

Mas esta raça não é propriamente um Terrier parecendo-se muito mais com o Old English Sheepdog mas em miniatura! É mais um cão de trabalho que propriamente um Terrier.

Temperamento 

São cães muito afectuosos especialmente com as crianças. São protectores da casa do dono, pelo que podem tornar-se barulhentos. Muito obediente se devidamente treinado para tal. É leal, robusto, um bom caminhante, dedicado aos donos e às crianças, contudo um pouco apreensivo com estranhos, tem uma expressão resoluta e é inteligente, amigo e valente. Sempre serviu de companheiro leal ao lado do dono, mesmo nas tarefas mais árduas.

Descrição 

Pode surgir como um animal de estimação ideal para quem aprecie a raça Old English Sheepdog, mas não possa ter um cão de tão grande porte em casa. Isto porque o Terrier Tibetano parece uma cópia em miniatura desta raça. Mas não só por comparações se faz justiça à sua beleza, aliás tem toda a beleza da raça maior com a conveniência de caber em muito menos espaço!

Esta raça evoluiu com o passar dos séculos, sobrevivendo ao clima extremo que se faz sentir no Tibete, além do terreno árido e inóspito. Desta forma, a raça desenvolveu um pêlo duplo que o protege eficazmente contra muitas das agressões exteriores, nomeadamente as frequentes tempestades de areia ou o brilho do sol em dias de muito calor. Assim, durante os Invernos frios os cães mantêm-se quentes e secos.

É dotado de grande agilidade e uma construção ao nível da pata exclusiva. É um cão de tamanho médio, vastamente coberto de pêlo, de construção poderosa, e quadrado em termos proporcionais. Uma mecha de pêlo cobre-lhe os olhos e focinho. A cauda felpuda encaracola para a frente e cai sobre o dorso. As patas são largas, achatadas, e redondos, produzindo uma espécie de calçado apropriado para a neve, que lhe fornece tracção. É capaz de movimentos fortes e eficientes. O crânio tem um comprimento médio. O comprimento do olho até à ponta do nariz é igual ao comprimento que vai desde o olho à occipital. Estreita ligeiramente da orelha para o olho. Não faz uma cúpula entre as orelhas, mas também não é absolutamente direito.

A cabeça tem um pêlo longo e denso que cai sobre os olhos e focinho. As bochechas são curvadas mas não tanto que criem alguma protuberância. O maxilar inferior tem uma pequena mecha de barba. O stop é marcado mas não exageradamente. O nariz deve ser sempre preto. Os dentes são brancos, fortes e bem colocados. Existe uma curva nos maxilares entre os caninos. Os olhos são grandes, razoavelmente separados, castanho escuros ou pretos, nem saliente nem cavados. As orelhas são pendentes, caindo não muito perto da cabeça, densamente cobertas de pêlo com uma forma em V desenhada de modo proporcional à cabeça. O pescoço tem um comprimento proporcional ao do corpo e cabeça. O corpo é compacto, quadrado e forte, capaz tanto de rapidez como de resistência.

O peito está bem constituído e no cão adulto estende-se até ao topo do cotovelo. As costelas não são muito amplas e estreitam ligeiramente para permitir ás patas dianteiras que trabalhem livremente nos lados. O lombo é ligeiramente arqueado. A cauda tem um comprimento médio, está profusamente guarnecida de pêlo, disposta em cima e caindo para a frente sobre o dorso, podendo encaracolar num dos lados. Deve haver um nó perto da ponta. Relativamente aos quartos dianteiros, os ombros são inclinados e musculados. As pernas são direitas e fortes quando vistas de frente. Têm muito pêlo a cobri-las.

A distância vertical desde a cernelha até ao cotovelo é igual à distância que vai desde os cotovelos ao chão. Os pés são únicos na sua constituição entre todos os cães. São largos, achatados, e redondos produzindo uma espécie de calçado apropriado para a neve, que lhe fornece tracção tanto na neve como na terra rochosa. As patas são grossas e fortes. Têm muito pêlo entre os dedos dos pés e das mãos. O pesunho poderá ser removido. Relativamente aos quartos traseiros, as pernas são bem constituídas e musculadas, sendo que são ligeiramente maiores que as dianteiras. A coxa é musculada. Os pés são idênticos aos dianteiros.

O pesunho poderá ser removido. O porte é leve e graciosos, cuja flexibilidade permite uma extensão completa. Quando a trote, as patas traseiras não devem ir nem para dentro nem para fora, o cão com uma boa construção move-se com elasticidade demonstrando a grande agilidade e resistência que possui.

Tipo de Pêlo 

Muito denso na cabeça, pelagem dupla, pêlo interior macio e lanoso, pelagem exterior comprida e fina ondulada ou lisa. O pêlo é comprido mas não deve arrastar pelo chão, de facto deve conseguir ver-se a luz do dia por baixo do corpo do animal. O pêlo dos cachorros é mais curto e é muitas vezes mais suave que o dos adultos. Existe em muitas cores variando desde o preto, cinzento, cor de creme, ouro, branco e a várias combinações destas cores base. As cores de chocolate são vistas em alguns exemplares mas não são adequadas para cães de exposição. O seu pêlo longo necessita de atenção regular por forma a que não fique todo embaraçado.

Observações 

Usa o seu timbre forte à mínima provocação e requer algum exercício, obedecendo facilmente aos treinos.
Come quase tudo, especialmente a comida que você deixar no prato.
O pêlo requer cuidados regulares para se manter bonito e saudável.
Apreciam caminhadas longas, mas satisfazem-se com as curtas caminhadas que lhe possa proporcionar.
Também conhecido como Dhokki Apso.

http://www.arcadenoe.pt/raca/terrier_do_tibete/142

Shiloh Sheperd


Shiloh Sheperd
origem:Estados Unidos da América
data de origem:1974
esperança de vida:10 a 12 anos
altura:66 para 76 cm
peso:40 para 65 kg

História 

O Shiloh Sheperd é uma raça canina recente que ainda aguarda reconhecimento por partes dos grandes clubes cinófilos mundiais. O objectivo dos criadores desta raça é recuperar algumas características dos Pastores Alemães do início do século que tinham um porte maior do que os cães de agora.
http://www.arcadenoe.pt/raca/shiloh_sheperd/922

Shih Tzu


Um grande brincalhão. (outros nomes: Lion Dog)

Shih Tzu
origem:China
data de origem:Antiguidade
esperança de vida:14 a 16 anos
classificação:Cães de Companhia - Cães do Tibete
altura:0 para 27 cm
peso:4 para 8 kg

História

As origens do Shih Tzu estão envoltas em mistério. Sabemos que este pequeno é originário do Tibete e que é uma raça bastante antiga, que existe provavelmente antes da Era Moderna. Contudo os primeiros registos deste cão datam já do século XVII, altura em que foram introduzidos na corte Chinesa. Alguns exemplares foram doados ao imperador e passaram a ser uma das poucas raças que habitavam a ´Cidade Sagrada´, residência oficial da família do imperador.

Pensa-se que estes cães resultam do cruzamento entre o Lhasa Apso e o Pequinês. Devido à pelagem profusa, foram apelidados de Shih Tzu, que significa “pequeno leão” em Chinês.

Devido ao carácter sagrado que os Chineses e Tibetanos atribuíam às suas raças de cães, os Shih Tzus também não eram comercializados, apenas oferecidos. Foi apenas nos anos 30 do século XX que o Shih Tzu foi introduzido no Ocidente, em Inglaterra. No início do século, o número de cães desta raça era reduzido, mas a exportação para a Europa e mais tarde os Estados Unidos da América valeu a este pequeno cão uma popularidade quase imediata que iria garantir a sua sobrevivência.

Temperamento 

O Shih Tzu é um cão que gosta bastante da companhia dos humanos. Bastante fiel, gosta de passear no colo dos donos. Naturalmente não ladra com facilidade, pois é muito calmo, mas é muito frequente encontrar cães que ladram em demasia, sobretudo porque os donos incentivaram este comportamento, mesmo que de forma inconsciente.

É um bom cão de família, uma vez que dá-se bem com outros animais, desde que devidamente socializado. Com crianças, pode ser uma boa escolha, desde que sejam crianças mais crescidas que não sujeitem o cão a um tratamento bruto ou demasiado insistentes.

Apesar de serem brincalhões, estes cães são relativamente calmos dentro de casa, sendo por isso uma boa companhia para idosos.

São óptimos cães de colo para quem gosta de passar o tempo a mimar os animais. O Shih Tzu assim o exige.

Exercício e treino 

O Shih Tzu é o cão ideal para apartamento. Relativamente activo em casa, necessita de pouco exercício no exterior. Os passeios diários são suficientes para gastar as energias que a brincadeira não utilizou.

Teimosos e às vezes demasiado orgulhosos, os Shih Tzus podem ser “dobrados” com um treino consistente e baseado no treino positivo. Alguns podem contudo ser difíceis de educar. Mas o treino é fundamental nesta raça, uma vez que estes cães podem-se tornar barulhentos, imprevisíveis e demasiado excitáveis.

Aparência Geral

O Shih-Tzu é um cão de pequeno porte, de pelagem longa e lisa. Não deve ter mais de 26,7 cm. Pode pesar entre 4,5 e 8,1 Kg, mas o peso ideal é entre 4,5 e e 7,3 Kg.

É um cão compacto, com um andar arrogante e solto. Com uma cabeça larga e redonda, o focinho é curto e ligeiramente quadrado. Possui um exuberante topete, que se não for preso por um laço lhe tapa o focinho todo, e uma barbicha e bigode densos. Os olhos são bem separados, grandes e escuros. As orelhas são compridas, cobertas de uma pelagem longa, caindo pendentes para cada lado da cabeça.

O corpo é quadrado e revestido por uma pelagem comprida e exuberante que lhe cobre os pés. A cauda é enrolada sobre o dorso e é também guarnecida de uma basta pelagem.

O pêlo é  longo e exuberante. Denso e liso, algumas onda são contudo permitidas. Todas as cores são admitidas.

Saúde 

O Shih Tzu é um cão saudável. Apesar disso, existem sempre doenças com maior incidência na raça. Entre elas estão problemas nas articulações e doenças que afectem os olhos e os ouvidos.

Sendo braquicéfalo, focinho achatado, estes cães não lidam bem com o calor e têm frequentemente problemas respiratórios. Devido a esta forma do focinho, têm tendência a ter problemas oculares devido à pestanas que curvam para dentro do olho, causando irritação.

O Shih Tzu tem tendência a engordar, o que deve ser contrariando, através do controlo da dieta.

Os dentes tendem a cair mais cedo do que o normal e por isso devem merecer especial atenção: lavagens frequentes e comida seca são algumas medidas preventivas. 

Higiene

O Shih Tzu é um cão mantido com a pelagem longa exige cuidados diários. O pêlo deve escovado para evitar riças e problemas de pele. A pelagem longa arrasta no chão o que faz com que seja necessário dar banho frequentemente a estes cães. A franja deve ser presa no cimo da cabeça para que o pêlo não caia para cima dos olhos do animal. O Shih Tzu necessita também que o focinho seja limpo depois das refeições para que o pêlo não manche.

Com o pêlo aparado os cuidados com a pelagem são reduzidos. O cão não necessita de tantos banhos, nem de prender a franja. Mas este corte não é admissível em exposições caninas.

É preciso bastante cuidado com os dentes desta raça, por isso a lavagem não pode ser descuidada.

Os olhos também exigem alguma manutenção, sobretudo porque há tendência para desenvolverem um excesso de lágrima que mancha o pêlo.

http://www.arcadenoe.pt/raca/shih_tzu/60

Shiba Inu


O mais Popular no Japão

Shiba Inu
origem:Japão
classificação:Caça Pequena; Companhia
altura:35 para 41 cm
peso:9 para 14 kg

História 

O Shiba Inu é provavelmente uma das raças mais apelativas de todas. Tem o olhar que os fabricantes de peluches tentam dar aos seus bonecos. Mas um cão não é um brinquedo. Este é particularmente um cão muito animado com um leque de características único. Cada cão é um indivíduo com a sua personalidade, contudo existem alguns traços que se pensa puderem ser generalizados a todos os animais desta raça.

Inicialmente esta raça era usada para caçar aves e para pequenos jogos; eram ainda usados, ocasionalmente, para caçar javalis. Actualmente são mais procurados como animais de estimação, tanto no Japão como nos EUA. Existem mais Shiba Inus no Japão do que qualquer outra raça. Por volta de 7000 a.C. os antecedentes da raça actual poderão ter acompanhado os primeiros imigrantes para o Japão. Escavações arqueológicas de restos de cozinhas deixados pelos Jomonjin, evidenciaram que eles possuíam cães pequenos. no terceiro século a.C. um novo grupo de imigrantes trouxeram os seus cães para o Japão. Estes cães foram cruzados com os descendentes dos cães dos Jomonjin , e surgiram cães conhecidos pelas orelhas pontiagudas, e cauda encaracolada ou em forma de foice. No século 7 d.C. o Tribunal Yamato criou um cargo de tratador de cães que ajudaria a manter as raças nativas Japonesas como parte d seu legado cultural.

Embora o país tivesse fechado para estrangeiros desde o século XVII até ao século XVIII, alguns cães Europeus e uma raça conhecida como o Chin Chinês foram trazidos para o Japão, e cruzaram-se com os cães nativos das áreas mais populosas. Os cães das áreas rurais mantiveram portanto as suas características relativamente puras. Originalmente existiam três variedades de Shiba Inu, cada um designado de acordo com a região a que pertencia: o Shinshu Shiba, da prefeitura de Nagano, onde Shiba significa “pequeno cão”; o Mino Shiba, da prefeitura de Gifu; e o Sanin Shiba, da parte nordeste do Continente.

Embora parecidos, os Shibas de cada área contribuíram para a existência de diferenças na raça que encontramos hoje. Dos cães nativos japoneses, desenvolveram-se seis “tipos” desta raça em três tamanhos diferentes. São o Akita (porte grande); Kishu, Hokkaido, Shikoku, Kai (tamanho médio); e o Shiba (tamanho pequeno). O cão de menor porte, o Shiba tem esta designação desde a Antiguidade, e existem várias teorias em torno do surgimento de tal nome. Uma explicação bastante conhecida é a de que a palavra “Shiba” significa “matagal”, e os cães eram designados pelo tipo de arbusto em que caçavam.

Outra teoria é a de que a cor vermelho fogo do Shiba é idêntica à cor das folhas dos matagais no Outono. Uma terceira teoria dá conta do significado obsoleto da palavra Shiba, referindo-se ao seu pequeno porte. Estas explicações são frequentemente combinadas entre si de tal modo que o Shiba seja referenciado como o “pequeno cão do matagal”. A 2ª GGM foi quase fatal para o Shiba e a maior parte dos cães que não sucumbiram ás mãos de bombas, pereceram na enfermidade que caracterizou o pós guerra. Enquanto o Mino Shiba e o Sanin Shiba se extinguiram quase totalmente, foram mais os Shinshu Shibas sobreviventes. Depois da guerra, os Shibas foram trazidos das áreas rurais e foram criados programas para reprodução da raça.

Os sobreviventes dos três tipos foram então combinados para criar a raça tal como é conhecida actualmente.
Crê-se que na sua linhagem haja sangue de Chow-Chow mas tal não está provado cientificamente. A dada altura surge uma tendência para que esta raça apresente uma dentição deficiente mas tal rapidamente corrigido através da criação selectiva da raça.
Tornou-se nos últimos anos num firme protegido dos exibidores à cena internacional.
O Shiba Inu tem como princípio que “su casa es mi casa” e portanto vai tentar dormir na sua cama, comer à sua mesa e descansar no seu sofá preferido. Ainda cachorro tentará ainda desmontar o seu vídeo, roer os atacadores dos seus sapatos,... enfim. Se qualquer destes comportamentos o perturbar, deverá considerar, inicialmente, a possibilidade de montar uma vedação em torno da área em que o cachorro pode andar dentro de casa.

Esta raça é muito activa mas tal não significa que precise de muito espaço para se exercitar. Podem muito bem ter algum oo exercício necessário atirando-se do sofá para o chão ou rolando em cima da cama, mas precisam sempre de mais qualquer coisa. Esta raça gosta de passear com pessoas e para muitos chega a ser mais excitante que comer. Será com certeza um bom exercício tanto para o animal como para o dono!

Se lhe for dado a escolher, o cachorro preferirá sempre o corpo humano como brinquedo para roer. Os dedos das mãos e pés são óptimos com uma meia enrolada ou umas sandálias. Mas se desejar alargar os seus horizontes e preservar o seu corpo, poderá visitar uma loja de animais e descobrir alguns brinquedos que o poderão entreter muito bem. Na sua casa também poderá encontrar um sapato velho ou uma bola inutilizada que também poderão servir perfeitamente o mesmo objectivo. Mesmo uma visita ao campo se pode tornar frutífera, trazendo consigo algumas pinhas, ao galhos de árvores.
O Shiba Inu não é destrutivo por natureza, mas todos os cachorros gostam de roer! Mesmo os adultos gostam, de vez em quando, de roer em qualquer coisa. Se o seu cachorro lhe roer os seus sapatos preferidos, não se zangue com ele, pense antes que foi você quem os deixou ao alcance do seu cachorro. A filosofia é a de que os cães não cometem erros; as pessoas sim.
Todos os cães, especialmente os cachorros, consideram que as crianças pequenas são presas fáceis e frágeis. Assim eles tentarão brincar com as crianças tal como se se tratasse de outro cachorro, especialmente se a criança gatinhar pelo chão e emitir sons squealing. A responsabilidade sobre como um cachorro interage com uma criança recai sobre os seus pais. A maioria das crianças educadas nesse sentido, não vêem qualquer problema em adaptar-se a um cachorro desta raça. Assim, antes de adquirir o seu Shiba deve visitar casas onde existam cães desta raça e tentar compreender um pouco melhor a forma como eles reagem aos estímulos neste ambiente. NÃO SE APAIXONE POR UM SHIBA INU E NÃO O LEVE IMEDIATAMENTE CONSIGO PARA CASA. Veja como eles interagem e deixe que a sua intuição seja o seu guia. Quando algum adulto visita uma casa em que haja um Shiba Inu ainda cachorro, normalmente deixa que seja este a aproximar-se ao passo que as crianças correm desenfreadamente atrás do que lhes parece ser um brinquedo com vida própria! Embora um cão bem treinado consiga tolerar relativamente bem esta situação, se for demais ele irá irritar-se porque esta raça não gosta de se constantemente restringido e agarrado. Então, torna-se imperativo ensinar a criança a esperar que o cão se aproxime.

Temperamento 

Ao início pode parecer algo distante mas esta raça é tipicamente bem humorada, inteligente e activa.
Com um pequeno nariz preto, pequenas orelhas espetadas e uma cauda encaracolada, o Shiba Inu chega-nos como um Rei.

Os japoneses têm três palavras para descrever o temperamento desta raça. A primeira é “kan-i” que designa bravura e intrepidez, associada a grande calma e força mental. O oposto é “ryosei” que significa bom coração com boa disposição. Uma nunca poderá existir sem o outro. O lado encantador do Shiba Inu é “soboku” que é simplicidade com um espírito refinado e aberto. Eles combinam-se para criar a personalidade a personalidade “irresistível” deste cão.

Partilhar é um conceito que ele vê sempre presente. Se alguém que deseje adquirir um cão desta raça se influencia ao ver uma fotografia numa revista ou uma exposição de raças, vai-se apaixonar quando vir um cachorrinho. O cão adulto está muito longe de ser considerado um brinquedo. É um garanhão ainda que com um aspecto tão doce. O Shiba Inu leva as suas características de bravo e intrépido muito a sério. Na socialização primária, os testes ao temperamento e os cuidados essenciais são vitais ao desenvolvimento saudável do cachorro. O seu ímpeto pode ser conduzido calmamente. Assim, a maioria dos donos desta raça aprendem a lidar com os aspectos problemáticos da sua personalidade de modo a puder desfrutar dos aspectos agradáveis. Com “soboku”, a raça chega-nos ao coração.

Descrição 

O Shiba é o mais pequeno das raças de cães nativos do Japão e foi inicialmente desenvolvido para caçar pela capacidade da visão e faro na vegetação rasteira da zona montanhosa Japonesa. Alerta e ágil, com os sentidos aguçados, é também um excelente cão de guarda e companheiro. Os machos e fêmeas distinguem-se facilmente pela aparência: os machos são masculinos sem exagerar na agressividade e as fêmeas são femininas sem possuírem uma estrutura fraca. O tamanho preferido é o médio na tabela quer para machos quer para fêmeas.

Revela uma expressão inteligente com um olhar fixo. Os olhos são pequenos, profundos e triangulares e apresentam uma ligeira inclinação para a parte de fora da orelha. A íris é castanho escura. As orelhas são triangulares na forma, firmemente levantadas com um declive da parte de trás desta a acompanhar o arco descrito pelo pescoço. O tamanho do crânio é proporcional ao do resto do corpo. O stop é moderado. O focinho é firme e redondo, com uma projecção do maxilar inferior desde as bochechas. O osso do nariz é direito e o focinho afunila desde o stop em direcção à ponta do nariz. Os lábios são pretos e firmes. O nariz é preto e pontiagudo. A mordida é em tesoura, com o complemento de possuir os dentes totalmente alinhados e fortes.

O pescoço é grosso e vigoroso de comprimento moderado. O corpo é bem constituído em termos musculares. O peito é igualmente bem desenvolvido. O abdómen, ventre e garupa são firmes. A cauda é grossa e cai sobre o dorso em forma de foice ou mesmo encaracolada.
Quarto dianteiro: os cotovelos são mantidos próximos do corpo. As mãos estão moderadamente espaçadas, direitas e paralelas. A quartela é ligeiramente inclinada. A remoção do pezunho da frente é opcional.

Quarto traseiro: o seu angulo é moderado e deve ser proporcional ao angulo dos quartos dianteiros. Os pés e possuem uma posição muito sublime. Não existe pezunho. Quanto ao porte, o movimento é ágil, leve e veloz.

Enquanto raça, o Shiba Inu pode ser descrito como um cão saudável e forte, capaz de enfrentar o rigor da vida ao ar livre tal como apreciar o conforto da vida numa casa. São fáceis de tratar, não precisando de nenhuma dieta em especial além da boa ração que se encontra à venda. Podem correr quilómetros com o seu dono ou então fazer o seu exercício perseguindo uma bola pelo quintal. A sua agilidade e elasticidade felina fornece-lhe boa resistência aos ferimentos que possa vir a ter, e o tamanho “normal” e proporções simétricas das várias partes do seu corpo, diminuem as probabilidades de estar susceptível a algum desequilíbrio. Não obstante estes aspectos, existem alguns defeitos congénitos que podem surgir. Claro que os criadores tentam a todos o custo criar raças saudáveis e fortes e tal esforço tem sido bastante bem sucedido.

Tipo de Pêlo 

O pêlo do Shiba Inu é suave, espesso e muito macio ao toque. Tem um pêlo duplo, com um pêlo exterior denso, forte e liso e um pêlo interior suave e espesso. O pêlo é curto mesmo no focinho, orelhas e patas. O pêlo da cauda é ligeiramente mais comprido e está aberto em forma de pincel. É preferível que a raça se apresente no seu estado natural.

O pêlo pode ser de várias cores, sendo que todas devem ser claras e intensas. As mais comuns são o preto ou bronze, vermelho e vermelho sésamo. O pêlo interior é cor de creme, amarelado ou cinzento. A cor Urajiro (entre a cor de creme e a cor branca típica do ventre) deve existir nas seguintes zonas: lados do focinho, nas bochechas, dentro das orelhas, no maxilar inferior, no abdómen, em torno do ânus e no lado abdominal da cauda. Os avermelhados aparecem normalmente na garganta e peito.

Os exemplares pretos e sésamo (pêlos pretos sobre vermelho) surgem normalmente como uma marca triangular em ambos os lados do peito. Alguns exemplares apresentam também manchas brancas sobre os olhos mas tal não é condição imprescindível.

A cor laranja avermelhado combinados com Urajiro conferem uma aparência similar à dos lobos aos cães com estas cores. O vermelho simples é também apreciado ainda que alguns exemplares apresentem umas quantas pinceladas de preto na garupa e cauda.

Outros apresentam-se em preto com alguns pontos bronze e Urajiro; ou então preto com um tom acastanhado. A linha que separa o preto do bronze está claramente demarcada. As zonas bronze são designadamente: duas manchas ovais sobre os olhos; na parte exterior das patas anteriores, desde o carpo ou um pouco acima, até aos dedos do pé; na parte exterior das patas posteriores desde a frente das rótulas até ao jarrete, mas não elimina por completo o preto existente na parte de trás das quartelas. É permitido algumas pinceladas pretas nos dedos da mão. Pêlos bronze também podem ser encontrados no interior das orelhas e na parte de baixo da cauda.
- Sésamo (pêlos pretos sobre vermelho) com Urajiro. As áreas de cor sésamo aparecem com pelo menos metade dessas áreas a vermelho. Pode terminar num bico de pêlo na testa, deixando o osso do nariz e os lados do focinho vermelhos. As manchas nos olhos e pernas traseiras também são vermelhas. As marcas brancas claramente delineadas são permitidas mas não são necessárias na ponta da cauda, e em forma de meia nas mãos.

Observações 

Tal como o Basenji, raramente ladra, preferindo emitir um som em falsete, lembrando uma canção tirolesa.
Precisa de bastante exercício e de uma boa escovagem diária para ficar com ar esmerado. Dá-se bem com outros cães.
É um bom guarda.
É uma raça apropriada para alguém com bastante paciência e experiência.

http://www.arcadenoe.pt/raca/shiba_inu/141