terça-feira, 8 de julho de 2014

Mastim dos Pirinéus


 (outros nomes: Mastín de los Pirineos, Pastor dos Pirinéus)

Mastim dos Pirinéus
origem:Espanha
esperança de vida:12 anos
classificação:Raça de Trabalho
altura:70 para 80 cm
peso:55 para 70 kg

História 

A história do Mastin de los Pirineos está intimamente ligada com os anais do Reino de Aragão, um dos reinos cristãos que se formaram após a Reconquista, naquela que viria ser muitos séculos depois, a nossa vizinha Espanha. Estes cães desenvolveram-se nas montanhosas regiões a sul dos Pirinéus, onde foram usados para proteger os rebanhos dos ataques dos lobos e dos ursos, por vezes sob condições climatéricas adversas. Era-lhes aplicado uma protecção no pescoço (um colar chamado carlanca) para evitar que fossem mordidos por estes. No entanto, com o passar dos séculos, a ameaça destes pedradores foi-se diluindo e, com ela, a necessidade de suportar cães com este porte. Após a Guerra Civil Espanhola, instalou-se um período de evidente crise económica que lançou esta ancestral herança genética para o limiar da extinção. Contudo, esta ameaça foi travada nos anos 70, por um conjunto de admiradores destes cães.

Em 1977, foi fundado o Clube Do Mastim dos Pirinéus de Espanha, por Rafael Malo Alcrudo, Daniel Llorens Guerrero e Jaime Graus Morales, que se afiliou na Real Sociedad Canina de España. Com a sua fundação, inaugurou-se uma nova fase na história desta raça, que passou a ser dotada com um programa de criação moderno. Desde então, têm despontando por todo o mundo clubes e Associações que protegem e fomentam a criação deste majestoso cão. São exemplo disso a Pyrenean Mastiff Club Of America, fundada em 1996. A sua exportação também é significativa e compreende países como a Noruega, Finlândia, Suíça, Itália e França.
 

Descrição 

O Mastim dos Pirinéus tem uma altura na cernelha que varia entre os 70 e os 80 cm e pesa entre os 55 e os 70 Kg.

A sua pelagem é espessa, densa e um pouco áspera, mais longa nos ombros, pescoço, ventre e cauda. Normalmente é branca com marcas douradas ou cinzentas.

A cabeça é proporcional ao corpo, forte, com um chanfro suave. Os olhos são pequenos e escuros e as orelhas, de tamanho médio, encontram-se normalmente pendentes e são triangulares. O corpo deste mastim é comprido e possui uma construção formidável, robusta e sólida. O seu dorso é firme e forte e o seu peito é profundo e largo. Os membros revelam uma excelente ossatura, são verticais e bastante musculosos. A cauda tem bons tufos de pêlos e, em repouso, é trazida pendente.
 

Temperamento 

Este cão de porte intimidante é, na verdade, um animal afectuoso, dotado com uma nobreza e calma notáveis. Não é, no entanto, um animal passivo. Considerado um excelente cão de guarda, este cão é deveras inteligente e está sempre atento ao ambiente que o rodeia. Não é adverso a presenças estranhas, mas convém que lhe sejam “apresentadas”. Só reage agressivamente em situações que assim o exijam.

Dado o seu robusto porte, convém que os donos deste tipo de cães possuam alguma experiência. Como já foi dito, apesar de não ser um cão agressivo, convém que seja ensinado a estar no seio de uma família e a tolerar bem a presença de pessoas estranhas. Lida muito bem com as crianças.
 

Observações 

O Mastim dos Pirinéus tem uma esperança média de vida que ronda os 12 anos. É considerado um cão saudável, apesar de poder vir a sofrer de entropia, inflamação dos intestinos e, ocasionalmente, displasia da anca.

A manutenção do seu pêlo, deve ser realizada ocasionalmente com uma escova de cerdas, mas no Verão, altura em que se dá a muda de pêlo, convém escová-la com mais frequência. Esta não é uma tarefa muito difícil, uma vez que a sua pelagem, pelo facto de ser dupla, protege-se da sujidade.

Não deve ser descurado o exercício físico. Este não é um cão muito exigente neste ponto, mas deve dar umas caminhadas para evitar o excesso de peso.

Convém igualmente sublinhar que este animal não lida muito bem com espaço pequenos. Não é um cão que viva bem dentro de um apartamento. O ideal é que disponha de um jardim bem cercado com acesso a sombras e água.
Curiosidade: No Reino de Aragão, a produção de algodão tornou-se de tal forma próspera e importante que foi criada uma federação, em 1450, que regulava a actividade do pastoreio. Um dos documentos publicados por esta entidade fazia saber que “os Mastins devem ser tratados com um cuidado especial” e que “quem magoar um Mastim deverá ser penalizado num total de cinco ovelhas”.

http://www.arcadenoe.pt/raca/mastim_dos_pirin_us/244

Nenhum comentário:

Postar um comentário